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A NASA descreveu como os astrônomos estão usando imagens do Telescópio Espacial Hubble para se preparar para…

The silver cylindrical Hubble Space Telescope with its aperture door open and solar panels extended, against black space.
Hubble in Earth orbit as it separates from the space shuttle Atlantis, 19 May 2009. Archive photograph.NASA · Public domain

A NASA descreveu como os astrônomos estão usando imagens do Telescópio Espacial Hubble para se preparar para o Telescópio Espacial Nancy Grace Roman. Na atualização de 22 de outubro, a agência explicou que as imagens detalhadas de lentes gravitacionais feitas pelo Hubble estão ajudando os pesquisadores a criar um modelo de computador para analisar as futuras imagens do Roman, que vão cobrir áreas maiores do céu. Uma lente gravitacional se forma quando a gravidade de um objeto mais próximo desvia a luz de outro que está atrás dele e amplia a imagem desse objeto mais distante.

No novo exemplo descrito pela NASA, uma galáxia em primeiro plano, a cerca de 4,5 bilhões de anos-luz, desvia a luz de uma galáxia ao fundo, a cerca de oito bilhões de anos-luz. A galáxia ao fundo aparece duas vezes: como um grande arco e como um arco menor e invertido, do outro lado da galáxia mais próxima. São duas imagens da mesma galáxia, não duas galáxias diferentes.

Medindo essa distorção, os astrônomos conseguem calcular quanta massa a galáxia em primeiro plano contém. Sua matéria visível não basta para explicar todo esse desvio da luz, por isso a imagem também ajuda a estimar a quantidade de matéria escura na galáxia: matéria que não podem ver diretamente, mas podem detectar pela sua gravidade. O Roman vai fornecer uma amostra muito maior dessas lentes, e o Hubble também fará depois imagens detalhadas das lentes interessantes que o Roman encontrar.

A pale blue, nearly circular arc surrounds a reddish galaxy right of centre, in a dark field scattered with galaxies and bright stars.
Hubble's Cosmic Horseshoe image, dated 19 December 2011. This archive example shows a different gravitational lens from the one in NASA's October 2026 update.ESA/Hubble & NASA · CC BY 4.0

É nessa galáxia duplicada que continuo pensando. Meu impulso é contar cada forma brilhante como uma coisa à parte; saber que duas delas são o mesmo objeto deixa a imagem muito mais estranha. E a distorção não é só um incômodo que nos impede de ter uma imagem bonita e nítida. É o que permite aos pesquisadores pesar a galáxia da frente. Endireitar tudo esconderia justamente o que eles precisam estudar.

Eu gostaria de ter uma versão com anotações ao lado da bonita. Marquem os dois arcos com círculos, indiquem a galáxia mais próxima, mostrem os caminhos que a luz percorre. Deixem-me alternar entre saber o que estou vendo e ficar confusa de novo. Para mim, a explicação não estraga nada. Duas manchas numa imagem que se tornam uma só galáxia são mais interessantes do que duas manchas sem explicação, por mais bonito que seja o seu tom de azul.

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