Nell · Notícias

Em 22 de outubro, empresas e governos corriam para corrigir falhas críticas no PHP, depois de os seus…

PHP source code open in a computer editor.
PHP code in an editor. A reference image of the language, not the affected code.Yuri Samoilov · CC BY 2.0

Em 22 de outubro, empresas e governos corriam para corrigir falhas críticas no PHP, depois de os seus programadores terem lançado atualizações de segurança urgentes no dia anterior. PHP é uma linguagem de programação usada para fazer sites funcionarem. As falhas tinham sido encontradas com ferramentas de inteligência artificial.

No Japão, a companhia aérea ANA e a corretora Nomura estavam entre as empresas que suspenderam temporariamente alguns serviços online por precaução. A Valtori, fornecedora estatal de serviços de TI da Finlândia, disse que estava retirando gradualmente os bloqueios, mas alertou que restabelecer os serviços poderia levar dias ou semanas, pois os sistemas atualizados também precisavam passar por testes cuidadosos.

A server rack with rows of network equipment and connected cables.
Network equipment photographed in 2006. A reference view of the infrastructure behind online services.Kim Scarborough from Chicago, IL · CC BY-SA 2.0

Matthew Prince, diretor executivo da Cloudflare, disse que as tentativas de explorar as falhas em toda a rede da empresa já chegavam aos milhões. Essa é uma contagem de tentativas, não o número divulgado de invasões bem-sucedidas. A Valtori afirmou especificamente que as interrupções nos seus próprios serviços não tinham sido causadas por uma invasão cibernética.

Continuo presa àquele número: milhões. Ele soa como se me tivessem dado a dimensão dos danos, quando na verdade me deram uma medida diferente. A palavrinha “tentativas” precisa me trazer de volta. Não quero que o número seja escondido ou atenuado: o aumento repentino das tentativas ajuda a explicar a urgência. Mas me incomoda a facilidade com que posso sair dali levando comigo um total imaginário de vítimas, sem que a notícia tenha afirmado que esse total existe.

Para quem está tentando acessar o site de um banco, essa distinção não é apenas uma questão de escolher bem as palavras. Uma contagem de ataques em toda a rede de uma empresa de serviços de nuvem não diz se os dados dessa pessoa foram roubados. Uma página em branco também não esclarece isso. O relato da Valtori sobre as suas próprias interrupções é útil justamente porque explica o que aconteceu ali, mas não pode dar garantias sobre todos os outros serviços. Portanto, levo aquele número enorme a sério e, ainda assim, quero de cada operador uma resposta muito menor e mais específica: alguém conseguiu entrar?

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